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Pirenópolis – Festa do Divino do Espírito Santo

Paróquina Nossa Senhora do Rosário preparada para a Festa do Divino de 2018
Show de fogos na Festa do Divino

Contemplada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (IPHAN) como “Patrimônio Histórico Oral Imaterial Nacional”, a Festa do Divino de Pirenópolis, iniciada cinquenta dias após a Páscoa, durante as festividades de Pentecostes, é uma das principais celebrações brasileiras do catolicismo popular. Foi introduzida no Brasil por colonizadores portugueses e se espalhou por diversas regiões. Em Pirenópolis, foi trazida na metade do século XVIII e movimenta toda a população da cidade. A melhor parte, que merece um capítulo à parte, diz respeito às Cavalhadas, com explicações em um post anterior. A Festa do Divino data do século XIII, remontando à Rainha Isabel, esposa de Dom Dinis, rei de Portugal, a qual ofereceu sua coroa ao Divino Espírito Santo, suplicando por paz entre Portugal e Aragão, hoje Espanha, que estavam em guerra. Alcançada a graça, a rainha levou a coroa à igreja, em procissão, no Domingo de Pentecostes.

A tradicional fogueira da festa 

Além das Cavalhadas, o ponto alto dessa festa popular, a Festa do Divino reúne diversas manifestações religiosas e folclóricas, como missas em latim, procissões, roqueira, mascarados, congadas e apresentações de grupos folclóricos, com o significado de receber o Divino Espírito Santo e suas bênçãos.


“Tantum ergo Sacramentum
Veneremur Cernui
Et antiquum documentum
Novo cedat ritui
Praestet fides supplementum
Sensuum defectui

Genitori, Genitoque
Laus et jubilatio
Salus, honor, virtus quoque
Sit et benedictio:
Procedenti ab utroque
Compar sit laudatio

Amen”

Figura central da festa é o Imperador do Divino, sorteado a cada ano entre os habitantes que desejem o título, que é considerado uma honra entre os habitantes de Pirenópolis e simboliza o rei e a corte portuguesa, autenticados pela coroa, pelo cetro e pelas virgens vestidas de branco que os antecedem na Procissão do Divino. A coroa e o cetro são ambos em pura prata e foram confeccionados em 1826 a mando do então Imperador, o padre Manuel Amâncio da Luz.

O que vimos no sábado, domingo e segunda-feira, nos dias 19, 20 e 21 de maio de 2018:

Levantamento do mastro com a bandeira do Divino
Foi uma noite festiva e deslumbrante
A centenária banda Phoenix
Congada
Congada
Catira nas Cavalhadas
Congo
Banda de Couros
Apresentação que vi das pastorinhas nas Cavalhadas
Pau-de-Fitas

Enfim, uma festa popular brasileira que vale a pena ser prestigiada. É uma ótima dica para quem quer conhecer a cultura de Pirenópolis e do Goiás mais a fundo.

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